TÍTULO:
PAI NOSSO
AUTOR:
JESUS NAZARENO
LOCAL DE PUBLICAÇÃO:
GRÉCIA
ANO:
70 d.C.
PATER NOSTER
PATER NOSTER,
QUI
ES IN COELIS,
SANTIFICETUR NOMEM TUUM
ADVENIAT REGNUM TUUM
FIAT
VOLUNTAS TUA
SICUT IN COELO ET IN TERRA
PANEM NOSTRUM QUOTIDIANUM
DA
NOBIS HODIE
ET
DIMITTE NOBIS DEBITA NOSTRA
SICUT NOS DIMITTIMUS DEBITORIBUS NOSTRIS
ET
NE NOS INDUCA
IN
TENTATIONEM
SED
LIBERA NOS A MALO
AMEM
HIEROSOLIMA,
IN TEMPORA PASCHOALE
INTERPRETAÇÃO DO PAI NOSSO
PATER
( PAI )
Usando a expressão de intimidade que a palavra sugere,
quer demonstrar não somente a certeza e a segurança no
que está ensinando como também afirmar que o Deus todo
poderoso e irascível não existe e que o grau de
distância mantida de forma religiosa entre a criatura e
o Criador está apenas no achismo do homem. Deus, apesar
de Infinito, ESTÁ AO NOSSO ALCANCE, não sendo, portanto,
privilégio de alguns, nem de fato e muito menos de
direito por merecimentos materiais.
NOSTER
( NOSSO )
O
pronome plural ou coletivo é propositadamente dito, para
mostrar que a filiação divina é um direito de nascimento
e que jamais foi perdida, nem mesmo com a desobediência
adâmica, já que um pai perfeito jamais deserda a quem
lhe saiu do seio. Contudo, o agressor desobediente,
verdadeiro causador do afastamento desta filiação, tem
ao seu alcance a chance de reaproximação desde que
queira e se disponha a seguir os novos ensinamentos.
Portanto, o PAI É NOSSO e não apenas de alguns.
QUI
ES IN COELIS ( QUE ESTÁS NOS CÉUS )
Demonstra esta frase categoricamente três certezas:
1.
que a vida terrena tem uma limitação;
2.
que há um destino posterior e definitivo;
3.
que há uma premiação para os que trilharem, nesta
transitoriedade, mais pertos do cumprimento
comportamental sugerido pelo decálogo. Esta afirmação
está implícita na expressão “nos céus”, que não
significa dizer que há lugares diferentes, mas situações
distintas junto à Onipresença Divina ou seja, graus de
intimidade entre um filho e um pai. A distância da
intimidade de um pai para todos os filhos é
sempre a mesma; são os filhos que se colocam numa maior
ou menor distância desta aproximação.
SANTIFICETUR NOMEM TUUM ( SANTIFICADO SEJA O TEU NOME
)
Mais
uma vez, o grau de proximidade entre o Criador é
ressaltado, pelo uso pronominal na segunda pessoa do
singular, no jogo de sedução que se usa quando se quer
convencer alguém, atingindo o alvo.
Quando ele almeja a santificação do nome, está exortando
sub-repticiamente aos que o escutam para que mantenham
um respeito e uma hierarquia genética, apesar da
intimidade que deve existir no relacionamento paterno-filial
e que este nome jamais seja pronunciado de forma
desrespeitosa ou nos momentos inadequados.
ADVENIAT REGNUM TUUM ( VENHA A NÓS O TEU REINO )
Ou
seja, venha a nós o teu perdão; que esteja ao nosso
alcance a chance de reencontro, já que as diferenças
entre a criatura e o Criador foram esquecidas pela
criatura que quis, afrontosamente, se igualar ao Criador,
com a sua desobediência primeira, no afã ingênuo de
querer saber tanto quanto aquele que o criou. É um
pedido de desculpas com uma promessa de jamais repetir o
que não deveria ter feito.
FIAT
VOLUNTAS TUA ( SEJA FEITA A TUA VONTADE )
O
comportamento humano atinge neste momento o mais alto
grau do bom senso, já que demonstra entre outras coisas:
1.
a certeza de que errou;
2.
a resignação da culpa;
3.
a aceitação do que pode vir;
SICUT IN COELO ET IN TERRA ( ASSIM NO CÉU E NA
TERRA )
Mais
uma vez uma alusão de que existem graus de premiações,
de acordo com os módulos comportamentais e pessoais. O
ser humano, após o reconhecimento da culpabilidade e o
arrependimento lógico, já definiu para si próprio um
lugar apropriado, equivalente e merecido para aquilo que
praticou na vida terrena. Usou a palavra no singular.
Usou “céu” tendo a certeza de um lugar já
definido para o seu grau de merecimento, já sabendo qual
o céu, entre tantos que ele próprio escolheu para si; e
deixou a cargo de Deus, sem pedir nem implorar, a
condição de ser colocado, numa escala de posicionamento,
mais próximo da intimidade com o Pai.
PANEM NOSTRUM QUOTIDIANUM ( O PÃO NOSSO DE CADA DIA )
Não
se refere aqui ao alimento material, já que o instinto
de preservação obriga o ser humano a procurá-lo e
produzi-lo.
Refere-se ao alimento espiritual:
·
a FÉ
que é o ACREDITAR numa vida futura;
·
a
ESPERANÇA que é o DESEJAR estar na relação dos
escolhidos;
·
a
CARIDADE que é o AMOR que deve ser repartido
eqüitativamente e doado para todos os irmãos; são estes
os verdadeiros alimentos que impulsionam para as
mudanças do “modus vivendi e operandi”, através de
módulos comportamentais, na tentativa de se ter uma
premiação entre os eleitos.
DA
NOBIS HODIE ( DÁ-NOS HOJE )
O
pedido demonstra que houve um reconhecimento da própria
limitação; o homem não é mais aquele ser que pode
desafiar a divindade, mas um ser que tem fronteiras, que
não é tão onipotente quanto pensava e que está
dependente e umbelicado a uma fonte superior,
necessitando, portanto, de ajuda. Pede assim que o
Criador não o deixe fraquejar novamente e envie aquele
alimento fortalecedor dos seus princípios espirituais.
ET
DIMITTE NOBIS DEBITA NOSTRA ( E AFASTA DE NÓS OS
NOSSOS DÉBITOS )
É um
pedido pela reconsideração divina, para que as ações mal
direcionadas que causaram danos a terceiros sejam
reavaliadas e perdoadas por Deus e que a conta seja
zerada e seja concedida mais uma chance de recomeço. Que
o Pai deixe bem longe de nós os nossos erros.
SICUT NOS DIMITTIMUS DEBITORIBUS NOSTRIS ( ASSIM COMO
NÓS AFASTAMOS (OS ERROS) DOS QUE ESTÃO EM DÉBITO CONOSCO.
A
justificativa afirma de forma convicta que houve
primeiramente um perdão do lado de cá para aqueles que
nos imputaram culpas e erros e que o pedido anterior (e
afasta de nós os nossos débitos) só está sendo feito
porque o nosso perdão foi verdadeiro; é um pacto de
extrema seriedade para se evitar os próximos erros; uma
promessa de reformulação de ações pessoais.
ET NE
NOS INDUCA ( E NÃO NOS INDUZA )
A
convicção da fragilidade humana é ressaltada neste
término do poema. O ser humano pede perdão, promete não
dever nunca mais e, no entanto, conhecedor de si próprio,
pede um reforço divino. Pede que não haja mais outro
teste.
IN
TENTATIONEM ( EM TENTAÇÃO )
Que
outra indução não lhe seja apresentada sob a forma do
irresistível, da falsa beleza, da enganadora facilidade
de se possuir o que não lhe é devido.
SED
LIBERA NOS A MALO ( MAS LIVRA-NOS DO MAL )
Neste momento, o homem sente as suas limitações e
percebe quão pequeno ele é; apenas um microcosmo, um “ad
miniculum” do Criador, uma partícula infinitesimal que
se arvorou em querer se igualar com o INCRIADO e se
sente ridículo. Pede humildemente que o Pai seja o seu
escudo protetor.
AMEM
Significa assim seja, para sempre. Demonstra, com este
anelo final, que está ainda temeroso de que isto não
aconteça. Então, torce fervorosamente até o infinito de
que ASSIM SEJA, AMÉM.
Enviado por Sandra -
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