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Sic volo, sic jubeo, sic pro ratione voluntas

  • Mar da Galiléia - Tiberíades Israel

    O VASO RACHADO

     

    Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço.

    Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe; o pote rachado chegava apenas pela metade.

    Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe.

    Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se  miserável  por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele havia sido designado a fazer.

    Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia à beira do poço.

    - Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas.

    - Por quê?, perguntou o homem: - De que você está envergonhado?

    - Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.

    O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:

    - Quando retornarmos para a casa de meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.

    De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou as flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu certo ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha.

    Disse o homem ao pote:

    - Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado. Eu ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele. E lancei sementes de flores no seu lado do caminho, e cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava. Por dois anos eu pude colher estas lindas flores para ornamentar a mesa de meu senhor. Sem você ser de jeito que você é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça à sua casa. Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Porém, se permitirmos, o Senhor vai usar estes nossos defeitos para embelezar a mesa de Seu Pai. Na grandiosa economia de Deus, nada se perde. Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos. Se os reconhecermos, eles poderão causar beleza.

    Das nossas fraquezas, podemos tirar forças.


    Autor desconhecido

         
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