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Sic volo, sic jubeo, sic pro ratione voluntas

  • Mar da Galiléia - Tiberíades Israel

    AS DUAS JÓIAS

    Narra antiga lenda árabe, que um rabino, religioso dedicado, vivia muito feliz com sua família.

    Esposa admirável e dois filhos queridos.

    Certa vez, por imperativos da religião, o rabino empreendeu longa viagem ausentando-se do lar por vários dias.

    No período em que estava ausente, um grave acidente provocou a morte dos dois filhos amados.

    A mãezinha sentiu o coração dilacerado de dor. No entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e pela confiança em Deus, suportou o choque com bravura.

    Todavia, uma preocupação lhe vinha a mente: como dar ao esposo a triste notícia?

    Sabendo-o portador de insuficiência cardíaca, temia que não suportasse tamanha tristeza.

    Lembrou-se de fazer uma prece. Rogou a Deus auxílio para resolver a difícil questão. Alguns dias depois, num final de tarde, o rabino retornou ao lar.

    Abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos...

    Ela pediu para que não se preocupasse. Que tomasse o seu banho, e logo depois ela lhe falaria dos moços.

    Alguns minutos depois estavam ambos sentados a mesa. Ela lhe perguntou sobre a viagem, e logo ele perguntou novamente pelos filhos.

    A esposa, numa atitude um tanto embaraçada, respondeu ao marido:

    - Deixe os filhos; primeiro quero que me ajude a resolver um problema que considero grave.

    O marido, já um pouco preocupado perguntou:

    - O que aconteceu? Notei você abatida! Fale! Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus.

    - Enquanto você esteve ausente, um amigo nosso visitou-me e deixou duas jóias de valor incalculável, para que as guardasse. São jóias muito preciosas! Jamais vi algo tão belo! O problema é esse! Ele vem buscá-la e eu não estou disposta a devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas. O que você me diz?

    - Ora mulher! Não estou entendo o seu comportamento! Você nunca cultivou vaidades!...Por que isso agora?

    - É que nunca havia visto jóias assim! São maravilhosas!

    - Podem até ser, mas não lhes pertence! Terá que devolvê-las.

    - Mas eu não consigo aceitar a idéia de perdê-las!

    E o rabino respondeu com firmeza: ninguém perde o que não possui. Retê-las equivaleria a roubo!

    - Vamos devolvê-las, eu a ajudarei. Faremos isso juntos, hoje mesmo.

    - Pois bem, meu querido, seja feita a sua vontade. O tesouro será devolvido. Na verdade isso já foi feito. As jóias preciosas eram nossos filhos.

    - Deus os confiou a nossa guarda, e durante a sua viagem veio buscá-las. Eles se foram...

    O rabino compreendeu a mensagem. Abraçou a esposa, e juntos derramaram muitas lágrimas.

    OBS.: Do livro "Quem tem medo da morte"

         
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